Porquê eléctrica

As bicicletas eléctricas vieram para ficar e conquistar as estradas. Mas porquê?

No bike.POP temos agora as bicicletas eléctricas alemãs Kalkhoff e as razões são várias, mas primeiro vamos explicar brevemente sobre o que é, realmente, uma bicicleta eléctrica: uma bicicleta convencional, com duas rodas, pedais, guiador, travões, mudanças, etc. Ao modelo adiciona-se um motor, uma bateria, um painel com informações e alguns botões, e sensores (torque, rotação, velocidade). Passamos a ter uma bicicleta com assistência a motor, facilitando subidas íngremes, longos percursos ou simplesmente um utilizador com dificuldades cardio-respiratórias que não se queira ver privado do prazer de pedalar.

1. Subidas

Trata-se da primeira – e principal – vantagem de uma bicicleta eléctrica. As Kalkhoff sobem facilmente qualquer colina, suave ou íngreme. Melhorando a velocidade média, reduzindo o tempo de percurso e também o esforço do utilizador, a cidade torna-se plana e mais pequena.

2. Segurança

A bicicleta tem alguns paradoxos, e um deles é o facto de se circular com mais segurança se formos um pouco mais depressa numa via mista, principalmente em subidas. Isto porque a diferença entre a nossa velocidade e dos veículos é menor, aumentando a nossa visibilidade e a sensibilidade do próprio automobilista. A par da velocidade, também o arranque é mais seguro. Imagine-se parado num semáforo vermelho numa subida: o arranque da bicicleta é inevitavelmente enviesado (fazemos algumas curvas até ganhar equilíbrio). Com uma eléctrica o processo é mais simples e eficaz, sendo o arranque até mais rápido que o dos carros, ganhando alguma distância inicial. Este arranque é também importante em cruzamentos e entroncamentos.

4. Saúde e conforto

Em deslocação urbana, queremos seguramente chegar ao destino tal como saímos: limpos, cheirosos e com boa aparência! Um dos factores mais importantes para a promoção da utilização da bicicleta como meio de transporte é sem dúvida a ausência de suor nos percursos. As bicicletas eléctricas permitem isso mesmo: curtas e longas deslocações sem esforço adicional – apenas o essencial para nos movimentarmos e estabelecermos um estilo de vida saudável e mais feliz. E este ponto é também importante – a bicicleta eléctrica permite-nos circular a uma velocidade confortável para que não suemos, mas não deixamos de fazer exercício, trabalhando os músculos, pernas, coração, pulmões e a mente!

3. Custo e tempo

Sem rodeios, uma bicicleta eléctrica é mais cara que uma convencional, mas as vantagens sentem-se tanto a curto prazo como ao longo da utilização. Em todo o caso, pondere fazer o cálculo face à vida que leva agora, nomeadamente quanto aos bilhetes/passes de transporte que poupa, do carro que deixa de utilizar (mesmo para o levar até à estação mais próxima), do investimento em saúde a longo prazo ou o tempo que recupera em deslocações. Contas feitas, o custo médio real de circulação automóvel (eléctrico ou a combustão) ascende a 0,40€/km (!) enquanto o de uma bicicleta eléctrica não ultrapassa os 0,08€/km. E isto sim, é poupar ao minuto. Do ponto de vista de tempo, a velocidade média de um automóvel na cidade é inferior a 15km/h. Numa bicicleta eléctrica consegue facilmente superar esta velocidade, e tendo em conta o tempo porta-a-porta, numa cidade, a bicicleta é simplesmente imbatível (sim, sim, também há motas, mas estamos a falar de uma relação custo-tempo, a mota é sempre mais cara e hoje também já não é tão fácil de estacionar).

4. Ambiente e sustentabilidade

Uma bicicleta eléctrica consome energia da rede, no entanto comparando novamente a um automóvel ou uma scooter (eléctricos ou não), a pegada ecológica reduz-se consideravelmente quer em termos de produção, onde uma bicicleta eléctrica se justifica ao fim de cerca de 200km face a um automóvel eléctrico, como em utilização, porque a bicicleta representa uma emissão de CO2 (na produção da electricidade) até 3gm/km, enquanto um carro eléctrico ultrapassa os 120g/km. Os consumíveis electrónicos e a bateria também têm de ser considerados no custo ambiental, mas serão sempre francamente mais simpáticos para o ambiente que outro qualquer veículo. E convenhamos, a energia consumida pelo utilizador numa bicicleta convencional é superior: se tivermos em conta, a produção, transporte, distribuição e acondicionamento da alimentação – principalmente nos dias que correm -, será certamente mais ecológico recorrer à bicicleta eléctrica, carregada maioritariamente (e com simplicidade) com energias renováveis.